segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pascoa Kmanek

Hodi familia tomak nia naran hau hatoo ba belun sira hotu

Pascoa Kmanek 2012

hosi husu ba Jesus Ressuscitado haraik Paz, Domin no Ksolok Pascoa nian ba hotu!

Abracos,

pe domingos soares

domingo, 2 de janeiro de 2011

Boas festas do Santo Natal 2010 e Feliz Ano Novo de 2011

Boas festas do Santo Natal 2010 e Feliz Ano Novo de 2011

Padres Domingos Soares e a Familia desejam a todos os Amigos

UM SANTO NATAL DE 2010
E
FELIZ ANO NOVO DE 2011



pe.Domingos Soares

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS DO NATAL E FELIZ ANO NOVO, 2010

A familia DA SILVA SOARES
vem desejar a todos os amigos
O NATAL DE 2009 MUITO SANTO
E
O ANO DE 2010 MUITO FELIZ
EM DEUS NOSSO PAI E SENHOR!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MESTRE MATEUS DA SILVA

SENTIDOS PESAMES BA FAMILIA, PAROQUIA UATOLARI NO DIOCESE BAUCAU
Mariquita, hau nia sentimentos ba familia tomak.Ita laran metin katak, ita iha tan Santo ida nebe harohan ba ita iha Lalehan.Hau hanoin tebes Katuas, hodi hanoin hela katak laos dala ikus karik, tanba hau hare nia aspecto no ksolok, hanesan laos besik atu mate. Maibe kala hau hare ona Lalehan ninia lalatak iha nia. Maski ita triste, Lalehan haksolok ho ninia mate, hanesan PPS nebe ba iha attach. MATE, MATANWEN BA ITA, KSOLOK BA LALEHAN!

To: dominsoares@hotmail.com

Obrigado ba message no orasaun.

Amu Papa mate iha 13.00 nune'e e lokraik amu don alberto maos mai fo bensaun, e depois sabado ami lori ba Uatulari, e hakohi iha Desa Waitame. Tuir lolos ami atu hakohi iha Dominggu maibe amu don Basilio husu hein nia atu halo missa iha Segunda 11 horas, entaun ami hein no hakohi iha tersa feira dadersan 10 horas.

Amu nia message ne'e hau hato'o hotu ba familia hotu no hau husu amu bele fo nafatin koragem e fo hanoin mai ami oan sira, tamba ami laiha pasensia hanesan papa. Iha problema uituan uma laran ami oan sira hare malu matan la mos. Foin daduk ne wainhira hakohi tiha papa iha problema ki'ik oan ida iha uma laran, e ami koko atu resolve maibe ami lasimu malu nafatin. maibe ami tenta atu resolve.

Amu, katekista kuadro karik mate hotu ona no taka mak ho papa?

Thanks
Quita

ITA BELE CONTA HO SANTO CATEQUISTA IDA TAN IHA LALEHAN!
MAROMAK SEI SELU SERVISU TOMAK NEBE MESTRE MATEUS HALO BA IGREJA IHA TIMOR, LIU LIU IHA UATOLARI, NEBE LABELE HALUHAN NINIA SERVISU!
NINIA TERUS TOMAK SEI FOLIN IHA MAROMAK NIA OIN!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

2009 - 18 de Junho - 2010

Carta de Santo Padre aos sacerdotes

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo.[1] Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d’Ars.[2] Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?
Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o viático a um doente grave. Depois repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal. Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração traspassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a deter-se nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?
Infelizmente existem também situações, nunca suficientemente deploradas, em que é a própria Igreja a sofrer pela infidelidade de alguns dos seus ministros. Daí advém então para o mundo motivo de escândalo e de repulsa. O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa relevação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de directores espirituais esclarecidos e pacientes. A este respeito, os ensinamentos e exemplos de S. João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência. O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina».[3] Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefaconfiados a uma criatura humana: «Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia».[4] E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu».[5] Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…) Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra (…) Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecónomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…) Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas. (…) O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós».[6]
Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: «Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós». Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: «[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!»: foi com esta oração que começou a sua missão.[7] E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério. Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua acção salvífica era e é expressão do seu «Eu filial» que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objectiva do ministério e a subjectiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo «habitar», mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: «Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. (…) Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá»: lê-se na primeira biografia.[8]
O exagero devoto do pio hagiógrafo não deve fazer-nos esquecer o facto de que o Santo Cura soube também «habitar» activamente em todo o território da sua paróquia: visitava sistematicamente os doentes e as famílias; organizava missões populares e festas dos Santos Patronos; recolhia e administrava dinheiro para as suas obras sócio-caritativas e missionárias; embelezava a sua igreja e dotava-a de alfaias sagradas; ocupava-se das órfãs da «Providence» (um instituto fundado por ele) e das suas educadoras; tinha a peito a instrução das crianças; fundava confrarias e chamava os leigos para colaborar com ele.
O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal[9] e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram «para os levar todos à unidade, “amando-se uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10)».[10] Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que «reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da actividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos». [11]
O Santo Cura ensinava os seus paroquianos sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus Eucaristia.[12] «Para rezar bem – explicava-lhes o Cura –, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no tabernáculo sagrado: abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela sua presença sagrada. Esta é a melhor oração».[13] E exortava: «Vinde à comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele».[14]«É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!».[15] Esta educação dos fiéis para a presença eucarística e para a comunhão adquiria um eficácia muito particular, quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Quem ao mesmo assistia afirmava que «não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (...) Contemplava a Hóstia amorosamente».[16] Dizia ele: «Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus».[17]Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Missa: «A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Missa! Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!».[18] E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».[19]
Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz levava-o – por um único movimento interior – do altar ao confessionário. Os sacerdotes não deveriam jamais resignar-se a ver os seus confessionários desertos, nem limitar-se a constatar o menosprezo dos fiéis por este sacramento. Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa. Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença eucarística. Pôde assim dar início a um círculo virtuoso. Com as longas permanências na igreja junto do sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar. Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, provenientes de toda a França, haveria de o reter no confessionário até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado «o grande hospital das almas».[20] «A graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que aquela ia procurá-los sem lhes deixar um momento de trégua!»: diz o primeiro biógrafo.[21] E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava: «Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele».[22] «Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado».[23]
Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele colocava na boca de Cristo: «Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita».[24] Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no sacramento da Penitência que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do «diálogo de salvação» que nele se deve realizar. O Cura d’Ars tinha maneiras diversas de comportar-se segundo os vários penitentes. Quem vinha ao seu confessionário atraído por uma íntima e humilde necessidade do perdão de Deus, encontrava nele o encorajamento para mergulhar na «torrente da misericórdia divina» que, no seu ímpeto, tudo arrasta e depura. E se aparecia alguém angustiado com o pensamento da sua debilidade e inconstância, temeroso por futuras quedas, o Cura d’Ars revelava-lhe o segredo de Deus com um discurso de comovente beleza: «O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. Como é grande o amor do nosso Deus, quevai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!».[25]Diversamente, a quem se acusava de forma tíbia e quase indiferente, expunha, através das suas próprias lágrimas, a séria e dolorosa evidência de quão «abominável» fosse aquele comportamento. «Choro, porque vós não chorais»:[26] exclamava ele. «Se ao menos o Senhor não fosse assim tão bom! Mas é assim bom! Só um bárbaro poderia comportar-se assim diante de um Pai tão bom!».[27] Fazia brotar o arrependimento no coração dos tíbios, forçando-os a verem com os próprios olhos o sofrimento de Deus, causado pelos pecados, quase «encarnado» no rosto do padre que os atendia de confissão. Entretanto a quem se apresentava já desejoso e capaz de uma vida espiritual mais profunda, abria-lhe de par em par as profundidades do amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unidos a Deus e na sua presença: «Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus. (...) Como é belo!»[28] E ensinava-lhes a rezar assim: «Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!».[29]
No seu tempo, o Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus caritas est (1 Jo 4, 8). Com a Palavra e os Sacramentos do seu Jesus, João Maria Vianney sabia instruir o seu povo, ainda que frequentemente suspirava convencido da sua pessoal inaptidão a ponto de ter desejado diversas vezes subtrair-se às responsabilidades do ministério paroquial de que se sentia indigno. Mas, com exemplar obediência, ficou sempre no seu lugar, porque o consumia a paixão apostólica pela salvação das almas. Procurava aderir totalmente à própria vocação e missão por meio de uma severa ascese: «Para nós, párocos, a grande desdita – deplorava o Santo – é entorpecer-se a alma»,[30] entendendo, com isso, o perigo de o pastor se habituar ao estado de pecado ou de indiferença em que vivem muitas das suas ovelhas. Com vigílias e jejuns, punha freio ao corpo, para evitar que opusesse resistência à sua alma sacerdotal. E não se esquivava a mortificar-se a si mesmo para bem das almas que lhe estavam confiadas e para contribuir para a expiação dos muitos pecados ouvidos em confissão. Explicava a um colega sacerdote: «Dir-vos-ei qual é a minha receita: dou aos pecadores uma penitência pequena e o resto faço-o eu no lugar deles».[31] Independentemente das penitências concretas a que se sujeitava o Cura d’Ars, continua válido para todos o núcleo do seu ensinamento: as almas custam o sangue de Cristo e o sacerdote não pode dedicar-se à sua salvação se se recusa a contribuir com a sua parte para o «alto preço» da redenção.
No mundo actual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e acção, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico. Observou, justamente, Paulo VI que «o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas».[32] Para que não se forme um vazio existencial em nós e fique comprometida a eficácia do nosso ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos: «Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus? É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo? Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la? De tal modo nos ocupamos interiormente desta palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?».[33] Assim como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14) e só depois é que os enviou a pregar, assim também nos nossos dias os sacerdotes são chamados a assimilar aquele «novo estilo de vida» que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos.[34]
Foi precisamente a adesão sem reservas a este «novo estilo de vida» que caracterizou o trabalho ministerial do Cura d’Ars. O Papa João XXIII, na carta encíclica Sacerdotii nostri primordia – publicada em 1959, centenário da morte de S. João Maria Vianney –, apresentava a sua fisionomia ascética referindo-se de modo especial ao tema dos «três conselhos evangélicos», considerados necessários também para os presbíteros: «Embora, para alcançar esta santidade de vida, não seja imposta ao sacerdote como própria do estado clerical a prática dos conselhos evangélicos, entretanto esta representa para ele, como para todos os discípulos do Senhor, o caminho regular da santificação cristã».[35] O Cura d’Ars soube viver os «conselhos evangélicos» segundo modalidades apropriadas à sua condição de presbítero. Com efeito, a sua pobreza não foi a mesma de um religioso ou de um monge, mas a requerida a um padre: embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), sabia que tudo era dado para a sua igreja, os seus pobres, os seus órfãos, as meninas da sua «Providence»,[36] as suas famílias mais indigentes. Por isso, ele «era rico para dar aos outros e era muito pobre para si mesmo».[37] Explicava: «O meu segredo é simples: dar tudo e não guardar nada».[38]Quando se encontrava com as mãos vazias, dizia contente aos pobres que se lhe dirigiam: «Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos».[39] Deste modo pôde, ao fim da vida, afirmar com absoluta serenidade: «Não tenho mais nada. Agora o bom Deus pode chamar-me quando quiser!».[40] Também a sua castidade era aquela que se requeria a um padre para o seu ministério. Pode-se dizer que era a castidade conveniente a quem deve habitualmente tocar a Eucaristia e que habitualmente a fixa com todo o entusiasmo do coração e com o mesmo entusiasmo a dá aos seus fiéis. Dele se dizia que «a castidade brilhava no seu olhar», e os fiéis apercebiam-se disso quando ele se voltava para o sacrário fixando-o com os olhos de um enamorado.[41] Também a obediência de S. João Maria Vianney foi toda encarnada na dolorosa adesão às exigências diárias do seu ministério. É sabido como o atormentava o pensamento da sua própria inaptidão para o ministério paroquial e o desejo que tinha de fugir «para chorar a sua pobre vida, na solidão».[42] Somente a obediência e a paixão pelas almas conseguiam convencê-lo a continuar no seu lugar. A si próprio e aos seus fiéis explicava: «Não há duas maneiras boas de servir a Deus. Há apenas uma: servi-Lo como Ele quer ser servido».[43] A regra de ouro para levar uma vida obediente parecia-lhe ser esta: «Fazer só aquilo que pode ser oferecido ao bom Deus».[44]
No contexto da espiritualidade alimentada pela prática dos conselhos evangélicos, aproveito para dirigir aos sacerdotes, neste Ano a eles dedicado, um convite particular para saberem acolher a nova primavera que, em nossos dias, o Espírito está a suscitar na Igreja, através nomeadamente dos Movimentos Eclesiais e das novas Comunidades. «O Espírito é multiforme nos seus dons. (…) Ele sopra onde quer. E fá-lo de maneira inesperada, em lugares imprevistos e segundo formas precedentemente inimagináveis (…); mas demonstra-nos também que Ele age em vista do único Corpo e na unidade do único Corpo».[45] A propósito disto, vale a indicação do decreto Presbyterorum ordinis: «Sabendo discernir se os espíritos vêm de Deus, [os presbíteros] perscrutem com o sentido da fé, reconheçam com alegria e promovam com diligência os multiformes carismas dos leigos, tanto os mais modestos como os mais altos».[46]Estes dons, que impelem não poucos para uma vida espiritual mais elevada, podem ser de proveito não só para os fiéis leigos mas também para os próprios ministros. Com efeito, da comunhão entre ministros ordenados e carismas pode brotar «um válido impulso para um renovado compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em todos os recantos do mundo».[47] Queria ainda acrescentar, apoiado na exortação apostólica Pastores dabo vobis do Papa João Paulo II, que o ministério ordenado tem uma radical «forma comunitária» e pode ser cumprido apenas na comunhão dos presbíteros com o seu Bispo.[48] É preciso que esta comunhão entre os sacerdotes e com o respectivo Bispo, baseada no sacramento da Ordem e manifestada na concelebração eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma fraternidade sacerdotal efectiva e afectiva.[49] Só deste modo é que os sacerdotes poderão viver em plenitude o dom do celibato e serão capazes de fazer florir comunidades cristãs onde se renovem os prodígios da primeira pregação do Evangelho.
O Ano Paulino, que está a chegar ao fim, encaminha o nosso pensamento também para o Apóstolo das nações, em quem refulge aos nossos olhos um modelo esplêndido de sacerdote, totalmente «doado» ao seu ministério. «O amor de Cristo nos impele – escrevia ele –, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram» (2 Cor 5, 14). E acrescenta: Ele «morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles» (2 Cor 5, 15). Que programa melhor do que este poderia ser proposto a um sacerdote empenhado a avançar pela estrada da perfeição cristã?
Amados sacerdotes, a celebração dos cento e cinquenta anos da morte de S. João Maria Vianney (1859) segue-se imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos cento e cinquenta anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIIIanotara: «Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854».[50] O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que «Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe».[51]
À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a acção do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre actual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: «No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.
Com a minha bênção.
Vaticano, 16 de Junho de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI

quarta-feira, 15 de abril de 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Vocacao missionaria de D. Jaime

A Vocação missionária
de
DOM JAIME GARCIA GOULART

PRIMEIRO BISPO DE DILI


Apresentado pelo
Domingos da Silva Soares
No. T402148

ao

Professor Gianni Cliveller



SUMÁRIO

D. Jaime Garcia Goulart foi uma figura de singular importância para o Povo de Timor Oriental, como missionário, cabendo-lhe a justa honra de ter sido o Primeiro Bispo da Diocese de Dili, e, também, como grande promotor da civilização e cultura portuguesa, merecendo com toda a justiça ser agraciado com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique, sem aniquilar, no entanto, a cultura indígena.

Com este pequeno trabalho, queremos levar ao conhecimento dos leitores, o espírito que animou este grande Apóstolo de Cristo desafiando-o a deixar os seus e a sua terra nos primórdios da sua adolescência, para se formar num ambiente totalmente diferente, e, posteriormente, lançá-lo a atravessar, com toda a coragem e resignação, mares, vales e montes das terras longínquas de Timor.

O odisseia foi, profundamente, dura, mas muito consoladora. Do seu trabalho, guiado pelo Espírito do Senhor, hoje, Timor Oriental pode ser considerado agora como Nação mais Católica da Ásia, com 97% da sua população, que conta, neste momento, de cerca de 1 milhão e 200 mil almas.


























ÍNDICE

Sumário pág. 2

Índice 3

Introdução 4

Metodologia 5

Bibliografia 6

I Capítulo
Biografia 7

II Capítulo
A sua vocação missionária 10

III Capítulo
Timor, o seu destino 12

IV Capítulo
Os frutos de uma paixão em estatísticas 15

Conclusão 18

Anotações 19


Anexos 22
Apêndice















INTRODUÇÃO

A alegria da vida cristã é saboreada e gozada na prática do Apostolado. Em primeiro lugar, na família e da família aos outros, podendo ir até aos confins do Mundo, como aconteceu com D. Jaime Garcia Goulart.

É uriundo de uma família muito cristã e duma comunidade cristã, que é a Diocese de Angra dos Açores, embebida no espírito missionário, orientado sobretudo para o Extremo Oriente, seguindo exemplos de missionários açoreanos. Sobretudo o seu primo, Cardeal Costa Nunes, preparou-o e lançou-o para esse mundo missionário, concretamente, nas Missões de Timor Oriental, além das orientações claras do Pio XI, o Papa das Missões, com a sua encíclica “Rerum Ecclesiae”.

A obra missionária de D. Jaime foi um autêntico martírio, pois a primeira fase foi a reconstrução das destruições do regime republicano, anti-clerical, que expulsou os religiosos de todo o território nacional; a segunda fase, foi re-erguer Timor das cinzas deixadas pela II Guerra Mundial.

A guerra obrigou a refugiar-se na Austrália, mas, como não há males que não tragam bens, foi na qualidade de Administrador Apostólico, da recente criada Diocese de Dili e voltou como Bispo, para pastorear o Povo de Deus que tanto amava, sofrendo todas as dores que a guerra semeou, mas com a heróica vontade de reconstruir. E reconstruiu!

D. Jaime deixou Timor Oriental em 1967 para regressar a casa, que deixara hà 47 anos, na alegria da missão cumprida, deixando para trás uma Comunidade cheia de vida cristã e de civilização.


















METODOLOGIA

A metodologia usada para este pequeno trabalho foi, fundamentalmente, de investigação, vasculhando livros, revistas, jornais nas bibliotecas de Macau, referentes ao título do trabalho, nomeadamente, do Seminário de S.José, Municipal de Matteo Ricci, da Diocese de Macau, da Paróquia da Sé, da Faculdade das Ciencias Religiosas no Seminário de S. José, bem como, as consultas na internet. Contudo, o trabalho ainda está aquem do que se espera, precisando aprofundar mais.

A nossa principal fonte foi o “Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau”, onde podemos buscar todos os documentos oficiais da Diocese de Macau para Timor e as notícias provenientes das Missões de Timor para a Diocese, até ao nascimento da nova Diocese em 4 de Setembro de 1940, com o seu primeiro Bispo D. Jaime Garcia Goulart.































BIBLIOGRAFIA

1. BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Julho,1907-Abril, 1948
2.http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Garcia_Goular; 3.http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_da_Costa_Nunes#Biografia
4.Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 456ss
5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial#Portugal_na_Guerra
6. Carlos Vieira da Rocha, TIMOR - OCUPAÇÃO JAPONESA DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, Sociedade Histórica da Independencia de Portugal, 1996.
7.http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Paulino_de_Azevedo_e_Castro;
8. http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19260228_rerum-ecclesiae_lt.html.
9. http://es.wikipedia.org/wiki/Timor_Oriental
10. António de Almeida, O Oriente de Expressão Portuguesa, Fundação Oriente-Centro de Estudos Orientais, Lisboa,p.98 e págs.187-219.
11. http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_East_Timor#Pre-colonial_history)
12. http://timor-leste.gov.tl./
13. http://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese_Timor;
14. Frei Luis de Sousa, História de S.Domingos, Vol.II, Lello & Irmão Editores, 1977 Porto
15. http://www.panoramio.com/photo/718653 Lifau_oecusse
16.http://www.agencia.ecclesia.pt/diocese/pub/11/noticia.asp?jornalid=11&noticiaid=6928
17. Pe. Francisco Maria Fernandes,D.ANTONIO JOAQUIM DE MEDEIROS, Coleccão Estudos de Macau, Universidade de Macau-2000
18. Jorge Barros Duarte, EM TERRAS DE TIMOR, Tiposet, Lisboa 1987
19. António do Carmo, A IGREJA CATÓLICA NA CHINA E EM MACAU, No contexto do Sudeste Asiático, QUE FUTURO? Instituto Português do Oriente, 1997
20. Armando Pinto Correia, GENTIO DE TIMOR, Lisboa, Lucas@Ca. 1934
21. Capitão A. Faria de Morais, SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DE TIMOR, Tipografia Rangel-Bastora(India Portuguesa), 1934
22. Comandante Humberto Leitão, OS PORTUGUESES EM SOLOR E TIMOR DE 1515 A 1702, Tip. Da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1948
23. A.Barbedo de Magalhães, TIMOR LESTE: TERRA DE ESPERANÇA, Fundação Eng. António de Almeida, 1999.
24.Joaquim Romero Magalhães, PORTUGUESES NO MUNDO DO SECULO XVI, Graf. Maiadouro,SA, 1998



CAPITULO I

BIOGRAFIA(1)

Jaime Garcia Goulart nasceu na freguesia da Candelária da ilha do Pico, Açores, (Fig.1) filho de João Garcia Goulart e de Maria Felizarda Goulart, em 10 de Janeiro de 1908. Foi parente pelo lado paterno e materno do cardeal D. José da Costa Nunes, já que a sua avó paterna, Isabel Emília da Costa, era irmã do pai do cardeal e a sua avó materna, Isabel Felizarda de Castro, era irmã da mãe do cardeal.
Deixa os Açores e vem para Macau
Inspirado pelo exemplo do primo, que, ainda como seminarista, embora finalista, fora convidado para seu secretário particular pelo D. João Paulino de Azevedo e Castro, Bispo eleito de Macau (1902-1918), tendo chegado em Macau no dia 4 de Junho de 1903, em 1921, sendo já D. José da Costa Nunes(Fig.2), Bispo de Macau(1920-1940), com apenas 13 anos de idade, veio para Macau em conjunto com outros 11 rapazes açorianos. Frequentou o Seminário Diocesano de São José. Ainda estudante do terceiro ano de Teologia foi nomeado secretário do primo. No dia 25 de Março de 1928 recebeu a Prima Tonsura e as Ordens Menores e nomeado capelão da Sé, sob a Provisão de 7 de Setembro de 1928. Na qualidade de Secretário particular de D.José, acompanhou-o à licença graciosa nos Açores, aproveitando para concluir a Teologia, quarto ano, no Seminário de Angra, recebendo depois o Sub-diaconado no regresso a Macau em Março de 1930. O Diaconado recebeu-o no dia 4 de Abril de 1931, na cidade de Angra e o Presbiterado, no dia 10 de Maio de 1931 por Sua Ex.cia Rev.ma D. José da Costa Nunes, na Candelária, sua terra natal, onde celebrou também a sua Missa Nova, no dia 15 de Maio.
Nesse mesmo ano regressou a Macau, continuando a exercer a função de Secretário particular, capelão da Sé e, ainda, professor do latim no Liceu e no Seminário.(Fig.3)
Nomeado Missionário e parte para Timor
Pela Provisão do dia 15 de Janeiro de 1932, recebe a nomeação definitiva, pois a primeira foi em 6 de Abril de 1931(2), como “membro europeu da Missão do Padroado Português do Extremo Oriente, com a respectiva côngrua inerente a este cargo”.(3) No verão de 1933, na qualidade de Secretário do Bispo,acompanhou D. José da Costa Nunes na visita pastoral às Missões de Singapura, Malaca e Timor, tendo ficado em Timor depois da visita, a pedido do Vigário Geral, Pe. Abílio José Fernandes e pela Provisão de 31 de Dezembro de 1933.(4) Em Soibada,(Fig.4) ficou, primeiramente, como coadjutor e depois como Superior da Missão Central de Soibada em 13 de Abril de 1936. Aqui fundou, em 13 de Outubro de 1936, o Seminário Menor de Nossa Senhora de Fátima. (5) Pela Provisão de 8 de Setembro 1937, D.José da Costa Nunes transfere Pe. Jaime Garcia Goulart de Timor para Macau.(6) Chega a Macau no dia 28 de Outubro do mesmo ano e retoma as funções de Secretário do Prelado e Professor no Liceu Infante D. Henrique, leccionado Educação Moral e Civica, bem como no Colégio de Santa Rosa de Lima.
Vigário Geral e Superior
Pela Provisão de 12 de Novembro de 1938, foi concedido ao P. Jaime Garcia Goulart o direito ao gozo da licença graciosa durante oito meses nos Açores(7). Ao mesmo tempo foi incumbido pelo Governo para fazer uns estudos sobre as Missões de Timor, conforme a Portaria, publicada no Diário do Governo, n.67, de 22-3-1939, II Serie: “Jaime Garcia Goulart, para missionário de Macau, - nomeado para proceder na metrópole a investigações históricas relativas às missões de Timor, em comissão gratuita de serviço durante três meses, devendo começar a sua licença graciosa finda que seja a referida comissão.” (8) Pe. Manuel Teixeira, escrevendo a biografia de D. Jaime Garcia Goulart, como primeiro Bispo de Dili, no Boletim Eclesiástico da diocese de Macau, de Outubro de 1945: “... em 10 de Dezembro de 1939 partiu de Hong Kong em gozo de licença graciosa, indo de caminho a Goa, onde se demorou um mês, a recolher elementos para uma história das Missões de Timor; passando depois para Lisboa, ali se demorou três meses para o mesmo fim, indo também consultar os Arquivos de Évora;...” (9) Parece não dar certo, pois, é noticiado pelo mesmo autor, de que Pe. Jaime chegara a Timor de Lisboa, no dia 12 de abril de 1940, depois de 48 dias de viagem, para dar cumprimento à Provisão de 25 de Outubro de 1939, que o tranferira para as Missoes de Timor e nomeado para o cargo de Vigário Geral e e Superior efectivo das Missões de Timor em 22 de Janeiro de 1940.(10)
Administrador Apostólico da nova Diocese de Dili
Entretanto, graças aos esforços junto da Santa Sé de D. José da Costa Nunes, pela bula Sollemnibus conventionibus, de 4 de Setembro de 1940, foi criada a diocese de Díli, ficando então sufragânea da Arquidiocese de Goa e Damão, sendo o padre Jaime Garcia Goulart nomeado, a 18 de Janeiro de 1941 como seu administrador apostólico, pela Sua Santidade Pio XII, tomando posse do cargo no dia 28 de Janeiro de 1941.(11)
Em 1 de Setembro de 1939, deu-se o início da II Guerra Mundial. Portugal declara a sua neutralidade,(12) ficando Timor livre da guerra. No entanto, Australia, em querendo defender-se dos ataques dos japoneses, entraram em Dili no dia 17 de Dezembro de 1941(13). Não tardou muito que Japão, um dos países da força do Eixo com a Alemanha e Itália e, além das suas ambições expancionistas(14), entrasse. Foi no dia 19 de Fevereiro de 1942, perseguindo todos os brancos e quem apoiasse os australianos e holandeses, incluindo os missionários. O Administrador Apostólico, vendo-se já, perseguido pelos japoneses, procurou maneira para ser evacuado com todos os missionárias e missionárias. Foi no dia 15 de Dezembro de 1942, pela costa sul, na Ribeira Cualan (15).Em 15 de Fevereiro de 1943, fez o seu relatório sobre a situação em se encontrava a Diocese de Dili ao Delegado Apostólico na Austrália(16).
Refugiado e consagrado Bispo de Dili na Australia
Durante mais de dois anos, Mons. Jaime Garcia Goulart pastoreava o Rebanho do Senhor a elel confiado, espiritualmente, tendo deixado para trás cinco dos seus missionários( Padres Alberto da Ressurreição Gonçalves, António Manuel Serra, Carlos da Rocha Pereira, Francisco Madeira e Abílio José Caldas), além dos Reverendos Padres que foram assassinados pelo japoneses em Ainaro, no dia 2 de Outubro de 1942(17).
Mas como Deus fecha os olhos aos seus filhos, depois da guerra ter sido declarada finda, no dia 2 de Setembro de 1945, Mons. Jaime foi nomeado pela Santa Sé, primeiro Bispo da Diocese de Dili no dia 12 de Outubro de 1945. (Fig.5)A sua sagração efectuou-se em Sydney, na capela do Colégio de São Patrício, a 28 de Outubro de 1945, sendo principal sagrante Giovanni Panico, então Arcebispo Titular de Iustiniana Prima e delegado apostólico na Austrália e futuro cardeal, e co-sagrantes Norman Thomas Gilroy, arcebispo de Sidney e futuro cardeal, e John Aloysius Coleman, bispo de Armidale.(18)
O regresso e a reconstrução da Diocese

D. Jaime garcia Goulart deu entrada na sua Diocese, pràticamente, reduzida a cinzas pela ocupação japonesa, no dia 9 de Dezembro de 1945, mas com a firme vontade de a reconstruir dentro do espírito do seu lema episcopal: “Vince in bono malum”(19).
Em 1964, a reconstrução e o reflorescimento da Diocese já era tal, que mereceu ser agraciado pelo governo português com o oficialato da Ordem do Infante D. Henrique, pelo decreto 23 de Maio de 1964(20).

Apresenta a resignação e volta aos Açores, onde falece
Alegando cansaço e com a saúde abalada, D. Jaime Garcia Goulart pediu à Santa Sé, em 1965, a designação de um bispo coadjutor com direito de sucessão, tendo sido designado para tal D. José Joaquim Ribeiro, bispo titular de Aegeae, que então servia na Arquidiocese de Évora. Instalado o seu sucessor, resignou em 31 de Janeiro de 1967, permanecendo como bispo titular de Trofimiana. Manteria título até 27 de Janeiro de 1971, data em que o resignou, passando a Bispo emérito de Díli.(21)
D. Jaime Garcia Goulart depois de resignar a sua diocese regressou aos Açores, onde chegou em Agosto de 1967, fixando-se inicialmente na cidade da Horta, na ilha do Faial. Mudou-se depois para a ilha do Pico, onde na sua freguesia natal da Candelária dirigiu o Patronato Infantil da Casa de São José, instituição particular de solidariedade social fundada pelo seu primo cardeal D. José da Costa Nunes. Em 3 de Novembro de 1985 foi um dos concelebrantes na cerimónia de bênção da Sé Catedral de Angra após a sua reconstrução dos danos causados pelos sismo de 1 de Janeiro de 1980.Motivos de saúde levaram-no a fixar residência junto de familiares em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, vindo a falecer, com 89 anos de idade, na cidade de Ponta Delgada a 15 de Abril de 1997.(22)


II CAPITULO

A SUA VOCAÇÃO MISSIONÁRIA

D. Jaime Garcia Goulart nasceu num ambiente, verdadeiramente missionário, orientado para o Extremo Oriente com base aqui em Macau.

A influência dos Bispos Açoreanos

Primeiramente, por causa, da presença açoreana em Macau, pelo Bispo, D. Manuel de Sousa Enes, natural da Vila do Topo, da Ilha de S. Jorge, desde o ano de 1873 a 1883.(23) Mas a maior influência da vocação missionária para Macau foi criada pelo Bispo D. João Paulino e Castro, de 1902 a 1918.
D.João Paulino de Azevedo e Castro nasceu na vila das Lajes do Pico. Fez os seus estudos em Coimbra, Seminário e Universidade e, em 31 de Agosto de 1879, foi ordenado sacerdote em angra de Heroísmo e colocado como Professor no Seminário Episcopal de Angra e, em1888, nomeado vice-reitor do mesmo Seminário, aquando foi indigitado para Bispo de Macau, por Sua Santidade, o Papa Leão XIII, em 9 de Junho de 1902. Sagrado Bispo em Angra, veio para Macau, onde tomou posse da Diocese, no dia 4 de Junho de 1903, trazendo com como Secretário particular, o Seminarista teólogo José da Costa Nunes, primo de D. Jaime Garcia Goulart, de quem recebeu maior influência para a sua vocação missionária. (24)
D. José da Costa Nunes
D.José da Costa Nunes(25) é da mesma freguesia da Candelária, no sudoeste da ilha do Pico, e familiares como já vimos. Ingressou então no Seminário Episcopal de Angra, em 1893, sendo como vice-reitor D. Paulino de Azevedo e Castro. Conhecendo bem as capacidades do seminarista teólogo José da Costa Nunes, D. Paulino convidou-o para seu secretário particular e, sendo ordenado sacerdote em Macau em 26 de Junho de 1903, depois dos seus exames finais no Seminário de S. José. Por morte de D. João Paulino, em sessão do cabido realizada a 22 de Fevereiro de 1918 foi eleito vigário capitular, cargo que exerceu até 16 de Dezembro de 1920, data do consistório secreto que o preconizou bispo da diocese de Macau.No dia 16 de Dezembro de 1920 foi eleito Bispo de Macau. A sua ordenação episcopal deu-se a 20 de Novembro de 1921, na Igreja Matriz da Horta, sendo sagrado por D. Manuel Damasceno da Costa (1867-1922), bispo de Angra.
D. José da Costa Nunes preparou de uma forma muito particular para as Missões de Timor o seu primo e secretário, P. Jaime Garcia Goulart, incutindo nele uma grande paixão pela acção missionária.

“Rerum Ecclesiae”de Pio XI
Além destes seus grandes impulsionadores e mestres da sua vocação missionária, a grande luz foi, sem dúvida, o Papa das Missões, Pio XI,(Fig.6) com a sua Encíclica “Rerum Ecclesiae”, 28 de fevereiro de 1926, onde apresenta as três grandes razões da acção Missionária – o amor a Deus, o amor aos irmãos e o agradecimento pelo dom da Fé:
1. Quanto ao amor a Deus, o Santo Padre diz: “No necesitamos ponderar cuán indigno sería de la caridad, con que debemos abrazar a Dios y a todos los hombres, el que, contentos con pertenecer nosotros al rebaño de Jesucristo, para nada nos cuidásemos de los que andan errantes fuera de su redil. El deber de nuestro amor exige, sin duda, no sólo que procuremos aumentar cuanto podamos el número de aquellos que le conocen y adoran ya «en espíritu y en verdad» (Jn 4,24), sino también que sometamos al imperio de nuestro amantísimo Redentor cuanto más y más podamos, para que se obtenga cada vez mejor «el fruto de su sangre» (Sal 29,10), y nos hagamos así más agradables a El, ya que nada le agrada tanto como el que los hombres se salven y vengan al conocimiento de la verdad (1Tim 2,4).” (26)
2.Referindo-se ao nosso amor pelos irmãos, Sua Santidade diz: “Y si Cristo puso como nota característica de sus discípulos el amarse mutuamente (Jn 13,35;15,12), ¿qué mayor ni más perfecta caridad podremos mostrar a nuestros hermanos que el procurar sacarlos de las tinieblas de la superstición e iluminarlos con la verdadera fe de Jesucristo?Este beneficio, no lo dudéis, supera a las demás obras y demostraciones de caridad tanto cuando aventaja el alma al cuerpo, el cielo a la tierra y lo eterno a lo temporal.” (26)
3. Como gratidão pelo dom da fé: “El que ejercita esta obra de caridad según sus fuerzas, muestra tener en todo el aprecio que se debe el dono de la fe y manifiesta, al mismo tiempo, su agradecimiento al favor de Dios para con él, comunicando a los gentiles ese mismo don, el más precioso de todos, y los demás dones que a la fe acompañan.” (26) O Santo Padre neste documento, que constitui como o manual do missionário, desafia os sacerdotes para se lançar na obra missionária juntamente com ele e apresenta ao, mesmo tempo, as linhas mestras da acção missionária.

A sua alma missionária

Assim, escrevia em 1932: “Seria uma injustiça para com os nossos Avós na fé afirmar que foramuns ignorantes do que hoje se chama Missiologia. Abstraindo mesmo do testemunho histórico, bastava só a consideração de que missionar é para a Igreja a sua primeira e mais sagrada actividade, para “a priori”, nos convencermos da sua indefectibilidade em tal matéria. Mas a história dispensa-nos de recorrer a este argumento, mostrando-nos como a Igreja, logo no período da sua infância, agia pelos princípios preconizados, oportune et importune, pela Missiologia de hoje. De facto esta não se apresenta como revolucionária, mas como restauradora dum ideal algo esquecido.”(27) Noutro artigo, querendo explicar a finalidade da acção missionária, comparou a acção pastoral de dois missionários, concluindo que ser missinário é para criar a “Igreja Visível”, citando o grande missiólogo P.Charles,SJ. Então, escrevia: “Plantar a Igreja, eis o que ser missionário. E ninguém planta uma árvore e fica, ao lado, á espera que ela cresça para a ir regando e podando. Só por necessidade e saindo fora do seu mandato especial, o missionário regará e collherá. O seu papel é plantar, é alargar sempre e cada vez mais os confins da Vinha do Senhor, é organizar e e enraizar a Igreja de modo que ela se possa chamar e de facto seja universal. É nota essencial da Igreja fundada por Jesus Cristo a universalidade. O missionário é ministro dessa universalidade.”(28)
Com esta convicção, e, animado pelos exemplos de S. Paulo e S.Francisco Xavier, seguindo os passos dos seus mestres, prepara-se para a sua grande Missão em Timor.


III CAPITULO

TIMOR, O SEU DESTINO

Timor(29) é uma ilha em forma de jacaré, situada a sudeste da Ásia, norweste da Austrália e está dividida quase ao meio, pertencendo a parte ocidental a Indonesia e a parte oriental que é a actual República Democrática de Timor Leste e, banhado ao norte pelo Mar de Banda, conhecida pelo Tasi Feto, pela sua calmia e ao sul, pelo Mar de Timor, conhecido com o nome de Taci Mane, por ser mais agitado.(Fig.7)

Timor Oriental

A parte independente, Timor Oriental, que está dividida em duas Dioceses, a de Dili e a de Baucau, que se abriu em 2001, tem uma área de cerca de 15.000 km2, é, estruturalmente montanhosa, com Tatamailau de 2.964 metros de altitude, como o pico mais alto. Tem um clima tropical com, fundamentalmente, duas estações, a das chuvas, com enchentes torrenciais nas ribeiras, que dificultam muito as comunicações nos tempos de outrora e a do tempo seco, cujo calor às vezes se torna abrasador. Também, não se exclui, a presença de micro-climas, em virtude da estrutura acidentada da ilha.
Timor Oriental foi povoada, segundo alguns historiadores, milhares anos antes de Cristo, por pessoas oriendas de Java, pela presença de instrumentos de pedra daquele tempo, bem como, as pinturas rupestres encontradas em Tutuala e Laga.(30)
A Wikipedia (31), citando website official do Governo de Timor Leste diz: “The island of Timor was populated as part of the human migrations that have shaped Australasia more generally. It is believed that survivors from three waves of migration still live in the country. The first is described by anthropologists as people of the Vedo-Australoid type, who arrived from the north and west approximately 40,000 to 20,000 years BC. Others of this type include the Wanniyala-Aetto (Veddas) of Sri Lanka. Around 3000 BC, a second migration brought Melanesians. The earlier Vedo-Australoid peoples withdrew at this time to the mountainous interior. Finally, proto-Malays arrived from south China and north Indochina. Hakka traders are among those descended from this final group.”(32) Os primeiros comerciantes chineses ter iam chegado no ano de 1350 a.C. por causa da madeira de sândalo, que abundava na ilha, e que era procurado no Ocidente através de Malaca e India.(33) Também, era essa a razão da chegada dos Portugueses a ilha no século XVI, 1515,(34) mais precisa mente, no dia 18 de Agosto, conforme uma lápide, junto do monumento dos descobrimentos em Lifau, Oecusse (35), abrindo caminho à chegada dos Missionários.

A missionação

O primeiro missionário terá sido Frei António Taveira como nos noticia Frei Luis de Sousa nos seguintes termos: “Tinha acontecido passar um anno d’estes á ilha de Timor o Padre Frei António Taveira. Devia a occasião de acompanhar algum mercador amigo, e de bom espirito, que como as terras de Timor são de ares pestíferos para os estrangeiros, de sorte que ordinariamente morrem muitos, ou tornam opilados, e mui enfermos, assim acontece pagarem-se a baratos da mercancia, quiz levar comsigo quem na necessidade lhe acudisse com os remedios d’alma. Parece que ordenou Deos a viagem, para remedio de muitos d’queles pobrezinhos , com que tinha determinado povoar o Ceo. E deu-lhe tão boa mão com elles, que converteo um grande numero á luz da Fé. (...) Assim o escreve o mesmo Padre Frei Gaspar(...), que não forão menos de cinco mil almas, os que bautisou o Padre Frei Antonio nas ilhas de Timor, e do Ende.”(36)Teria sido por volta dos anos 1556, segundo P. Manuel Teixeira.”(37) Depois dele, chegaram outros dominicanos, formando a era de 1556-1834, era dominicada sob a jurisdição da Arquidiocese de Malaca, mas por causa da Revolução Liberal em Portugal, os missionários foram expulsos, ficando Timor abandonado.(38)
No entanto, a Missão católica de Timor, em 1850, passou para a jurisdição da Arquidiocese de Goa, uma vez que a Diocese de Malaca se extinguiu por ter sido ocupada pelos Holandeses com os Protestantes, tendo expulsado so Portugueses com os Católicos, tendo mudado a residencia para Timor até a expulsão.(39)
Em 1874, com a bula “(“Universis Orbis Ecclesiis”,de 15 juni) que nomeou D.Manuel Bernardo de Sousa Enes, para Bispo de Macau, primeiro Bispo açoriano em Macau e que agregou Timor para a jurisdição da Diocese de Macau.(40) D. Manuel Bernardo governou a Diocese de Macau desde 1873 a 1883, e, embora se tenha afirmado que “D. Manuel Bernardo de Sousa Enes dar existência palpável às missões de Haynan e às de Timor, beneficiando estas de esplêndido desenvolvimento”, (41) mas não consta que tenha ido até Timor em visita Pastoral. No entanto, o “dar existência palpável” consistiu em tomar medidas vitais para o novo arranque daquela parcela do Reino de Deus, como um rebento inxertado na Diocese de Macau.

D. António Joaquim Medeiros(Fig. 8)

Essas medidas concretas foram, em primeiro lugar, o envio do Reverendo Pe. António Joaquim de Medeiros, como Visitador das Missões de Timor, o que se realizou entre 22 de Novembro de 1875 a Maio de 1876, apresentado ao Prelado um relatório completo(42) e um coração enamorado por Timor: “Tinha eu 29 anos de idade, quando fui mandado a Timor. À vista da degradação moral que ali encontrei, prometi não abandonar mais aquela colónia, se assim aprouvesse a Deus, resolvendo empregar a minha vida em favor dos desgraçados índios daquele país abandonado.(...) Os meus trabalhos têm feito nascer em mim cada vez mais amor aquele país injustamente abandonado”. (43) citando Pe. José Abilio Fernandes em Resumo Histórico das Missões de Timor... Depois desta visita com uma tão clara descrição da situação e com remédios já preparados pelo Visitador, não haverá medida mais exacta, senão aquele que D. Manuel Bernardo tomou, nomeando Pe. Medeiros para Superior e Vigário Geral da Missões de Timor, pela Provisão de 1 de Março de 1877, ao que ele aceitou, mediante umas condições estritamente necessárias, como, suficientemente, conhedor da situação. Minimamente, preparado Pe. Medeiros partiu para Timor com uma equipa de oito colegas no dia 10 de Abril de 1877.(44) Em Timor, Pe. Medeiros, sabendo um dos outros problemas, é a variedade de usos e costumes e de dialectos, eram cerca de trinta e tal dialectos. Era necessário unificar o Povo, para mais fàcilmente, civilizar e evangelizar, por isso, traçou como deveres fundamentais dos missionárias; o estudo da lingua e o ensino nas escolas.(45) Realmente, dentro de uma visão, verdadeiramente, profética, P. Medeiros, que, posteriormente, veio a ser o Bispo de Macau e Timor, seguindo a voz do Alto no seu coração, ficou sendo como quem lançou os alicerces da futura Diocese, inclusivamente, com os seus próprios ossos, pois, foi em Timor que ele, santamente, faleceu no dia 7 de Janeiro de 1897, com apenas 50 anos de idade.(46) Sucedeu-lhe na cadeira episcopal de Macau D. José Manuel Carvalho até ao ano de 1902, depois seguiram-se os Mestres de D. Jaime Garcia Goulart, D. João Paulino de Azevedo e Castro e D.José da Costa Nunes, como já nos referimos.



IV CAPÍTULO

OS FRUTOS DE UMA PAIXÃO EM ESTASTÍSTICAS

Durante este período, as Missões de Timor passaram por enormes dificuldades, sobretudo depois proclamação da República Portuguesa, com as expulsão dos religiosos, deixando quase Timor novamente abandonado.
No entanto, conforme mostra o quadro estatístico a seguir, de 1 de Julho de 1933 a 1 de Junho 1934, que corresponde aos primeiros meses de missionação de D. Jaime,(Fig.9) houve uma base forte, que serviu de ponto de arranque para a reconstrução da futura Diocese e campo de experiência do seu futuro Bispo.Em 1938, relata com muita esperança a situação religiosa de Timor (Anexo I) e em 1940, seis anos depois, duplicou, praticamente, a Comunidade Cristã(47), merecendo ser elevada a Diocese, como já nos referimos, passando a verificar nas seguintes estatíticas:




1934

1940
No
DADOS

Total

Total
1
SACERDOTES SECULARES

13

19

Estrageiros
13

21
2

Nativos
-

-
-
2
RELIGIOSAS

18

23

Estrangeiras
15

22


Nativas
3

1

3
CRISTÃOS

16.306

29.899
4
PAGÃOS



418.000
5
FAMILIAS CRISTÃS

2.653

44.226
6
CATEQUISTAS

40

78

Homens
19

56


Mulheres
21

22

7
CATECÚMENOS

1.173

4.181
8
ESCOLAS

19

51

De rapazes
13




De raparigas
6




Ensino Primário



35

De rapazes


25


De raparigas


10

9
CATECUMENATOS

41



Para homens
13




Para mulheres
13




Misto
15



10
ALUNOS

925



Católicos
873




Não católicos
52



11
ALUNAS

327



Católicas
314




Não católicas
13



12
BAPTISMOS

1.153

2.866

Adultos “in art. Mortis”
38

171


Adultos
571

1819


Infantes dos cristãos
522

643


Infantes dos catecúmenos
15




Infantes dos infiéis
7

233

13
CONFIRMAÇÕES

3.831

-
14
CONFISSÕES

79.365

140.059

De preceito
5.511

10.102


De devoção
73.854

129.957

15
COMUNHÕES
105.490


312.327

Pascais
5.511

10.780


De devoção
99.979

301.547

16
EXTREMA-UNÇÃO

102

153
17
FUNERAIS

321



Adultos
201




Crianças
120



18
MATRIMÓNIOS – entre fiéis
201
201

430
19
PREGAÇÕES

1.260

2.477
20
CATEQUESE

13.717

26.235
21
LUGARES SAGRADOS

33

99

Igrejas
7

9


Capelas
26

28


Oratórios


14


Cemitérios


38

22
ESTAÇÕES MISSIONÁRIAS

24


23
ESCOLA DE CATEQUISTAS

2



Para homens
1




Para mulheres
1



24
DISPENSÁRIOS



2

Consultas


108


Curativos


4.858


Mas uma grandíssima provação espreita esta alma generosa e lutadora, como o dragão do Apocalipse: a Segunda Guerra Mundial. Reduziu a cinzas aquela vinha florescente do Senhor, ceifando milhares de vidas, cerca de 40.000 pessoas, incluindo a de quatro missionários - P. Abilio Caldas (Fig.10), P. Norberto Barros (Fig.11), P. Manuel Pires(Fig.12) e P.Francisco Madeira. Em danos materiais, ficou na memória a destruição da majestosa catedral de Dili(Fig.13), bem como tantos outros templos do Senhor e os haveres do Povo, não falando das suas casinhas, que a fúria dos japoneses nem sequer poupou.(48)

No entanto, as cinzas, como normalmente, se usam em Timor, são para adubar as hortas, bem como “o sangue dos mártires é semente de cristãos”, por isso, do regresso de D.Jaime da Australia como Bispo, em 1945, lançou-se, com toda a Fé e Esperança na reconstrução da Diocese, como podemos ver na estatística de 1967, ano em que terminou a sua missão. (49)



Ano
1967
No
DADOS

1
SACERDOTES SECULARES
33

Estrageiros
24

Nativos
9

RELIGIOSOS
27
2
RELIGIOSAS
45

Estrangeiras


Nativas


POPULAÇÃO
593.638
3
Católicos
146.568

Catecúmenos
14.924
4
Animistas
424.472
5
Protestantes
1.471

Budistas
5.748

Maometanos
453

CATEQUISTAS/Aux. das Missoes
291

PROFESSORES CATEQUISTAS
58

BAPTISMOS
10.868

CONFIRMAÇÕES
3.215

PREGAÇÕES e CATEQUESE
57.800

CONFISSÕES
362.290

COMUNHÕES
898.934

Confissões e Comunhões pascais
60.212

VISITAS A DOENTES
2.480

VISITAS A EST.MISSIONÁRIAS
1.179

EXTREMA-UNÇÃO
496

FUNERAIS
321

PAROQUIAS
1

MISSÕES
9

INTERNATOS MASCULINOS
4

INTERNATOS FEMININOS
4

EXTERNATOS MASCULINOS
30

EXTERNATOS FEMININOS
14

ESCOLA DE PROF. CATEQUISTAS
1

PRÉ-SEMINÁRIO
1

SEMINÁRIO MENOR
1

No entanto, dentro das heranças valiosíssimas deste grande Bispo e Pai dos Timorenses, não queremos deixar de nos referir, o que ele fez pelo Clero nativo, seguindo as orientações do Papa Pio XI: Deixou dez Sacerdotes Timorenses, incluindo O Rev. Pe. Abílio Caldas, assassinado na guerra, vinte Seminaristas no Seminário Maior de Macau(Fig.14) e, em Timor, o Pré-Seminário de S. Francisco Xavier e o Seminário Menor de Nossa Senhora de Fátima, por ele próprio fundados, cheios de Seminaristas.




CONCLUSÃO

D. Jaime Garcia Goulart foi um Bispo Missionário que ficará inesquecível na Igreja e no coração do Povo Timorense. A Diocese de Dili nasceu da sua personalidade invulgar, fortificada por uma Fé profunda, num Deus-Pai, que o escolheu, confiou e enviou-o para uma missão impossível, por uma Esperança comprometida no amor a Cristo e à sua Igreja, e numa Caridade, verdadeiramente paternal para com as suas ovelhas e ao Povo Timorense. Foi uma vida entregue, totalmente, a Deus e aos irmãos, dentro do espírito do Papa Missionário, Pio XI e os passos dos seus mestres e missionários de Timor, sobretudo D. António de Medeiros e seu primo, Cardeal D. José da Costa Nunes, não esquecendo a colaboração dos seus Missionários, dos Religiosos e Religiosas, bem como dos Catequistas e Professores Catequistas.
Mas, como “quem semeia com lágrimas, colhe a cantar”, como diz a Sagrada Escritura, o Saudoso Bispo, partiu cansado para os Açores, mas feliz, pela missão cumprida, deixando uma Igreja de Timor cheia de vida e, hoje, considerada, pelo Papa Bento XVI, “a nação mais católica da Ásia”.
Muito obrigado, querido D. Jaime!







ANOTAÇÕES

(1)Cfr.http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Garcia_Goular; http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_da_Costa_Nunes#Biografia
Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 456ss

(2)Cfr.Pe. Manuel Teixeira, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XLIII, n.499, Outubro, 1945, pag.27-29)
(3) Cfr.D.José da Costa Nunes, Provisão de 15 de Janeiro de 1932, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXIX, n.335, Fevereiro, 1932), Parte Oficial, 1.
(4)Cfr. Pe. Manuel Teixeira, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XLIII, Outubro, 1945, n.499, pag.28)

(5)Cfr.Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 457; http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Garcia_Goulart.

(6) Cfr. D.José da Costa Nunes, Provisão de 8 de Setembro de 1937, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXV, n.405, Dezembro, 1937, pag.321.

(7)Cfr. D.José da Costa Nunes, Provisão de 12 de Novembro de 1938, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXVI, n.418, Janeiro, 1939, pag.408.

(8) Cfr.Por nossa casa, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXVI, n.423, Junho, 1939).

(9) Cfr. Pe. Manuel Teixeira, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XLIII, n.499, Outubro, 1945, pag.28, repetindo esta versão no seu livro “MACAU E A SUA DIOCESE” VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 457.

(10) Cfr. ibidem.
(11)Cfr.(Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 47)
(12) Cfr. http://www.infopedia.pt/$portugal-e-a-segunda-guerra-mundial
( 13) Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 458)
(14) http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial#Portugal_na_Guerra
(15) Cfr. Carlos Vieira da Rocha, TIMOR - OCUPAÇÃO JAPONESA DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, Sociedade Histórica da Independencia de Portugal, 1996, pag. 118; Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 464
(16) Cfr.Carlos Vieira da Rocha, TIMOR - OCUPAÇÃO JAPONESA DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, Sociedade Histórica da Independencia de Portugal, 1996, pág.193-198.
(17) Cfr. Pe. A.M.Almeida,BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XLII, n.484, Julho, 1944,”In memoriam”9-11 e n.485, Agosto, 1944, “In Memoriam” pag.20-24); Carlos Vieira da Rocha, TIMOR - OCUPAÇÃO JAPONESA DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, Sociedade Histórica da Independencia de Portugal, 1996, pag.100); Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 458)
(18) Cfr.ttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Garcia_Goulart; Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 459
(19) Cfr. Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 459

(20) Cfr. ttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Garcia_Goulart)
(21)Cfr. Ibidem
(22) Cfr. Ibidem
(23) BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXIX, n.444, Março, 1941, “Manuel Bernardo de Sousa Enes”pag.769
(24)Cfr.http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Paulino_de_Azevedo_e_Castro; BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXIX n.446, Maio, 1941, ”João Paulino d’Azevedo e Castro” , pag.928-935

(25)Cfr. Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, “D. José da Costa Nunes” pag. 151

(26) http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19260228_rerum-ecclesiae_sp.html nn.18-22

(27) Pe.Jaime Goulart, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXX, n.347, Fevereiro, 1933, “Tradição e Missiologia”, pag.595

(28) Pe.Jaime Goulart, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXX, n.343, Outubro, 1932, “Fim Primário das Missões”, pag.272

(29) Cfr. 25 http://es.wikipedia.org/wiki/Timor_Oriental
(30) Cfr. António de Almeida, O Oriente de Expressão Portuguesa, Fundação Oriente-Centro de Estudos Orientais, Lisboa,p.98 e págs.187-219.
(31)http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_East_Timor#Pre-colonial_history)
(32) http://timor-leste.gov.tl./
(33) Cfr. http://es.wikipedia.org/wiki/Timor_Oriental

(34) http://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese_Timor; Frei Luis de Sousa, História de S.Domingos, Vol.II, Lello & Irmão Editores, 1977 Porto, pág. 292;

(35) http://www.panoramio.com/photo/718653 Lifau_oecusse

(36) Cfr. Frei Luis de Sousa, História de S.Domingos, Vol.II, Lello & Irmão Editores, 1977 Porto, pág. 293

(37) Cfr. Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag.5

(38) Cfr. António Duarte de Almeida e Carmo, A Igreja Católica na China e em Macau no context do Sudeste Asiático Que futuro?, Instituto Português do Oriente, 1997, pág. 428

(39)Cfr. Ibidem pag. 427-428; (Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag.48.

(40) Cfr. (Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag.48-50; António Duarte de Almeida e Carmo, A Igreja Católica na China e em Macau no context do Sudeste Asiático Que futuro?, Instituto Português do Oriente, 1997, pág. 428 .

(41)http://www.agencia.ecclesia.pt/diocese/pub/11/noticia.asp?jornalid=11&noticiaid=6928

(42) Cfr.Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 459)

(43) Cfr. Pe. Francisco Maria Fernandes,D.ANTONIO JOAQUIM DE MEDEIROS, Coleccão Estudos de Macau, Universidade de Macau-2000, pag.29, citando Pe. José Abilio Fernandes em Resumo Histórico das Missões de Timor...

(44)Cfr. Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag. 459)

(45) Cfr. (Pe. Manuel Teixeira – MACAU E A SUA DIOCESE - VOL.X MISSOES DE TIMOR Tipografia da Missão do Padroado 1974, pag.61

(46) Cfr.Pe. Francisco Maria Fernandes,D.ANTONIO JOAQUIM DE MEDEIROS, Coleccão Estudos de Macau, Universidade de Macau-2000, pag.61,

(47) Cfr. “Prospectus Generalis Status Dioecesis Macaonensis”, BOLETIM ECLESIÁSTICO DA DIOCESE DE MACAU, Ano XXXII, n.366, Setembro, 1934, pag.205-206)

(48)Cfr. Ibidem, pag. 458-460; 464-468;

(49)Cfr. Ibidem, pag.546-547; pag. 461.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Boas Festas ba hotu hotu!
Ita hein ho Laran metin Nafatin katak Aman Maromak sei haraik Justisa ba Nia oan doben Timor oan sira hotu.
Sagrada Familia, nebe terus tanba Justisa no Lialos, sei tau matan mai ita hotu!
Boas Festas!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

VIVA CRISTO LIURAI! VIVA CRISTO LIURAI! VIVA CRISTO LIURAI!

DOMINGO KRISTU LIURAI NIAN
EVANGELHO: Mt,31-46
31“Wainhira Oan Mane mai iha nia gloria no nia anju sira hotu hamutuk ho Nia, Nia sei tur iha nia kadunan gloria nian. 32Povu hotu sei halibur an iha nia oin. Nia sei haketak ema sira hanesan bibi atan haketak bibi malae housi bibi Timor. 33Nia sei tau bibi malae iha nia sorin kuana, bibi Timor iha nia sorin karuk. 34Tuir mai, liurai sei dehan ba sira nebe iha nia sorin kuana: ‘Mai, imi nebe Ha’u Aman fo bensa, mai simu nudar liman rohan reinu nebe hadia tiha ba imi houri mundu hahu. 35Basa Ha’u hamlaha, imi fo han Ha’u; Ha’u hamrook, imi fo hemu Ha’u; Ha’u la’o rai, imi simu Ha’u; 36Ha’u isin tanan, imi fo hatais Ha’u; Ha’u moras, imi ba hare Ha’u; Ha’u iha dadur laran, imi ba hare Ha’u.’
37Iha oras ne’e ema diak sira sei hatan ba Nia: ‘Na’i, wainhira los mak ami hare Ita Boot hamlaha, ami fo han; hamrook, ami fo hemu? 38Wainhira los mak ami hare Ita Boot la’o rai, ami simu; eh ho isin tanan, ami fo hatais? 39Wainhira los mak ami hare Ita moras eh iha dadur laran, ami ba hare Ita?’ 40Liurai sei hatan ba sira: ‘Tebes, Ha’u dehan ba imi: wainhira imi halo buat ne’e ba ha’u nia alin kiik sira ne’e ida, imi halo mai Ha’u rasik.’”
41“Tuir mai, Nia sei dehan ba sira iha nia sorin karuk: ‘Imi hadook an housi Ha’u, imi sira nebe simu malisan, ba ahi rohan laek nebe hadia hela ba diabu ho nia anju sira. 42Basa Ha’u hamlaha, imi la fo han Ha’u; Ha’u hamrook, imi la fo hemu Ha’u; 43Ha’u la’o rai, imi la simu Ha’u; Ha’u isin tanan, imi la fo hatais Ha’u; Ha’u moras, Ha’u iha dadur laran, imi la ba hare Ha’u.’ 44Sira mos sei hatan: ‘Wainhira mak ami hare Ita Boot hamlaha ka hamrook, la’o rai ka isin tanan, moras ka iha dadur laran, ami la tulun?’ 45Iha oras ne’e, Nia sei hatan ba sira: ‘Tebes, Ha’u dehan ba imi: wainhira imi la halo buat ne’e ba kiik oan liu sira ne’e ida, imi la halo mai Ha’u.’ 46Sira ne’e sei hetan terus rohan laek, sira nebe diak sei hetan moris rohan laek.”
LORON DOMINGO SEI SAI DUNI LORON BOOT IDA,
LORON FESTA,
BAINHIRA IHA TINAN KOTUK NIA LARAN,
ITA HADOMI EMA SELUK, HANESAN HADOMI JESUS!
OIN SELUK,
LALIKA MOS LARAN MUKIT,
BUKA MORIS TUIR JESUS NINIAN NO AMAN MAROMAK NIA HAKARAK,
HO KBIIT, NA'I MROMAK ESPIRITO SANTO NIAN,
IHA TINAN LITURGIA FOUN:
ADVENTO 2008 - KRISTU LIURAI, 2009

domingo, 2 de novembro de 2008

DAI-LHES, SENHOR, O ETERNO DESCANSO...

OHIN, SANTA IGREJA CONVIDA ITA HOTU ATU HANOIN BA ITA NIA MATEBIAN SIRA. LIU LIU BA SIRA NEBE HAHORIS ITA, KOLE NO TERUS BA ITA, NO SIRA NEBE TULUN ITA HOSI ISILOLON, DOMIN KA KLAMAR IHA ITA NIA MORIS, NEBE MAROMAK BOLU TIHA ONA. SIRA PRECISA ITA NIA ORASAUN ATU BELE TAMA LALAIS IHA MORIS ROHAN LA'EK NO TO'O TIHA ONA KARIK, ATU TULUN FALI ITA. TANBA SIRA NE'E MAK ITA NIA SANTU SIRA NEBE HATENE DIDIAK LOLOS ITA.

MAIBE IHA LORON IDA OHIN, ITA NIA INAN IGREJA CONVIDA MOS ITA ATU HANOIN IHA ITA NIA MORIS, TANBA LORON IDA ITA MOS SEI MATE, HANESAN LIAMENON HOSI MATENEK IDA NEBE HARUKA HAKEREK IHA NIA RATE, ATU EMA SIRA NEBE BA VISITA BELE LEE: " O, EMA NEBE LA'O DADAUN NE'E, RONA LAI MAI: ORAS NE'E O MORIS, HA'U MOS ULUK MORIS; ORAS NE'E, HAU MATE, O MOS SEI MATE HANESAN HA'U!"

AMO PAPA BENTO XVI, HAMENO, ATU ITA LABELE HALUHAN HANOIN KONA BA MORIS LORON IKUS NIAN NEBE ROHAN LA'EK: MORIS TUIR MAROMAK NIA HAKARAK, ITA SEI HAKSOLOK ROHAN LA'EK; MORIS DOK HOSI MAROMAK NIA HAKARAK, ITA SEI TERUS ROHAN LAEK MOS!

MACAU, 2 NOVEMBRO 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

PARABENS BA SANTO SIRA HOTU...

OHIN, IGREJA, COMEMORA SANTO HOTU HOTU NIA GLORIA!
SANTO BARAK ONA MAK IHA ONA ALTAR, MAIBE BARAK LIU TAN MAK, MASKI TOO ONA IHA MAROMAK FUTAR OIN, MAIBE IGREJA SEIDAUK BELE HAHI SIRA; BARAK MOS SEI IHA DALAN BA LALEHAN, IHA PURGATORIO...
MAIBE SEI IHA RAI NE'E MOS IHA SANTO BARAK, MAK HOTU HOTU NEBE LORO LORON BUKA HAMUTUK NAFATIN HO MAROMAK IHA SERVISU BA MAUN ALIN SIRA...
PARABENS NO BOAS FESTAS BA HOTU HOTU!
LA'O BA OIN NAFATIN, LIU LIU BA ITA SIRA NEBE SEI LA'O IHA RAI!
SAI SANTO HANESAN, AMAN LALEHAN SANTO!
AMEN!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Hamtauk Aman, Inan no naiulun sira."

REFLEXAO SEMANAL
XXVIII Tempo Comum
12 Outubro 2008

Evangelho Domingo ohin nian: Mt. 22,1-10

1Jesus koalia fali ho aiknanoik hodi dehan ba sira: 2 “Reinu lalehan nian hanesan liurai ida nebe halo festa kaben ba nia oan mane. 3Nia haruka atan sira atu ba bolu konvidadu sira ba festa, maibe sira lakohi mai. 4Nia haruka tan atan sira seluk dehan: ‘Dehan ba konvidadu sira: Aihan prontu tiha ona, ha’u nia karau ho balada bokur sira oho tiha ona, buat hotu nahe tiha ona, mai festa kasamento.’ 5Maibe, hanesan lia la kona sira, ida ba tiha nia to’os, ida ba nia kontratu, 6sira seluk, kaer tiha atan sira, baku sira no oho sira. 7Liurai, laran nakali teb-tebes, haruka nia soldadu sira atu oho ema aat sira ne’e hodi sunu sira nia sidade. 8Hafoin nia dehan ba atan sira: ‘Festa kaben prontu ona, maibe konvidadu sira la soi. 9Ne’e duni, imi ba dalan sira hodi konvida ba festa kaben nian ema hotu nebe imi hetan.’ 10Atan sira sai duni ba dalan sira no halibur hamutuk ema hotu nebe sira hetan, diak no aat hodi halo fatin festa kaben nian nakonu ho bainaka. 11Wainhira liurai tama atu hare bainaka sira, nia hare ema ida nebe la hatais unuk festa nian. 12Nia dehan ba ema ne’e: ‘Belun, oin sa o tama iha ne’e la hatais festa kaben nian?’ Ema ne’e nonok hela. 13Tan ne’e, liurai dehan ba atan sira: ‘Imi kesi metin nia liman ho ain, soe nia ba nakukun iha liur, iha neba, ema sei tanis no ruun nehan’ 14Basa Na’i bolu ema barak, maibe hili deit uitoan.”

Hanoin kona ba Leitura sira Domingo ohin nian:
1a. Leitura: Is.25,6-10°
2a. Leitura: Fl. 4,12-14.19-20
Evang. Mt.22, 1-14,
no hanoin mos kona ba plano ita nia prepara’an ba Festa boot Cristo Rei nian, leitura sira ne’e lori ita ba hanoin lolos kona ba Maromak Ninia Ukun Fuan Hat: “Hamtauk no hadomi Aman ho Inan no Naiulun sira.” Maibe atu Aman, Inan no Naiulun sira bele merece “respeito no domin” hosi Oan no Povo, sira tenki sai uluknanain Aman no Inan diak no Naiulun diak, hanesan Leitura sira hanorin. 1a. Leitura hanorin oin sa’a Aman ka Ukunain ida sei hala’o nia knaar; Evangelho, kona ba Inan ka Ukunain no 2a. Leitura, kona oan ka povo nebe, resultado diak hosi Aman-Inan ka Ukunain diak.
Na’i Maromak, ho Ninia Ukunfuan hat, hakarak ita nia moris iha HAKMATEK no DIAK nia laran, hodi haburas mundo ne’e no ita nia moris. Buat hotu Maromak hakarak harí iha Família, nebe hanesan lalatak Familia Santíssima Trindade nian iha rai: Aman hanesan Maromak Padre, Inan hanesan Maromak Filho no oan hanesan Maromak Espírito Santo. Hosi domin nebe Mane ho Feto ida hatudu ba malu, sira hatudu ona Maromak ba malu, tanba Mane no Feto nia diak mai hosi Maromak. Maibe diak nebe sira nain rua hetan, tanba domin sira sei labele tau hela de’it ba sira, maibe ba mos sira nia diak, sira tenki fahe hosi hahoris, hakiak no hanorin oan. Colabora ho Maromak atu kontinua knaar kriasaun nian no lori fali oan sira fila ba Maromak, tuir Maromak nia plano, atu nune’e Aman ho Inan, bele hetan hahi ho domin tuir Maromak Ninia Ukunfuan hat.
Maibe ba ne’e, Aman sei hala’o nia moris hanesan Aman Maromak nebe fo nafatin hakmatek ba ita, hanesan ita husu hosi orasaun Ami Aman. Inan sei hala’o nia moris hanesan Ita Na’in Jesus Cristo nebe dehan: “ Mai hotu Ha’u, imi nebe kole, laran mukit no terus, Ha’u sei fo kmaan ba imi.”
Ukunain sira, atu hetan mos hahi no domin hosi povo, sei hala’o mos nia knaar, nudar aman-inan ba povo. Oin seluk, ema sei la hamtauk, sei la hadomi. Hanesan Aman-Inan, ukunnain mos sei buka fo Maromak ba Povo, hanorin Lialos, hakiak Domin, fo Matenek no tulun ema atu hatene haterus’an hodi buka Maromak Ninia hakarak nafatin.
Oan sira ka Povo, tuir Ukunfuan hat haruka sei buka atu reconhece Aman-Inan no Ukunain sira nia kosarbén no terus hodi ho haraik’an no responsabilidade, halo tuir sira nia hanorin, hanesan sinal hahi no hadomi nian ba sira.

Igreja halo parte mos kona ba Naiulun nian, maibe hodi Maromak nia fatin, sei iha nafatin Aman-Inan-Naiulun, Oan-Povo nia sorin hodi tulun hotu-hotu hodi kumpre ida idak nia knaar, hodi hotu hotu ho hatais foun bele tama iha Liurai nia festa, hanesan ita rona iha Evangelho.

Pdsoares